[…]

– Sabe as vezes eu gostaria de saber, se eu morresse, como as pessoas reagiriam, sabe? – Diz ele.

– Aaahh… eu não penso nessa coisa de morte, tenho objetivos na vida, tenho foco no futuro, quero ser conseguir ainda ficar rico. – Responde, ele.

– Mas você ainda não, assim… nunca parou pra pensar no valor que tem na vida de cada um? Eu me pego pensando no quanto eu sou importante pra alguém. As vezes acho que me esquecem o tempo todo.

– Você só pensa bobeira. Esse negócio de morrer e ter um peso na vida de alguém, ser especial, todo esse nhénhénhé…

– Não escuta. Você já parou pra pensar se você faria falta?

– Cara, para com isso… quanta bobagem.

– Eu sentiria sua falta se você partisse. Eu não vejo em problema em dizer no quanto você é importante pra mim, sabe me aguentar, ouvir toda essas coisas…, acho que não é todo mundo que está preparado pra viver ao meu lado. Eu sou complicado demais, inseguro. Ninguém quer algo instável na vida. As vezes me sinto como um terremoto na vida dos outros, as vezes também acho que sou um terremoto na sua vida.

– Ai MEU DEUS! E VEM! – Responde o amigo irritado. – Poxa, você não consegue pensar em algo que não seja sua insegurança e não sua insuficiência na vida dos outros? – Questiona irritado.

– Não é isso, desculpa se as vezes me pegando na minha “insuficiência”. Mas as vezes acho que todo esses sentimentos, que vivem entrelaçados eu posso bater a Escala Richter em segundos. É uma questão de conflito interno sabe? Eu penso, no dia que eu encontrar alguém que eu ame, vou tentar não explodir toda a teoria de Richter e tudo mais, quero tentar ser menos efeitos colaterais do que crio quando estou sozinho no meu quarto. Por um momento quero tentar ser ponto de paz para alguém. Mas as vezes acho que é impossível.

– Você realmente… não para não é mesmo?

– Você não gostaria de ser lembrado por ninguém?

– Não.

– Parente?

– Não.

– E por mim?

– Vai tomar no cu!

– Ok, mesmo eu tomando no cu, como toda sua raiva, irá e qualquer outro sentimento que você está sentindo agora, eu me lembraria de você e lembraria dessa conversa e sim… sentiria sua falta, até mesmo das coisas qual julgo ser “defeito” em você. – Pausa. – Você é todo irritado, não consegue ter um diálogo descente e diversas vezes se estressa, explode. As vezes acho que você é uma bomba e eu o terremoto. Mas voltando pra parte que eu me lembraria de você, sim, lembraria. Sentiria sua falta, ouvir você gritando: “VAI TOMAR NO CU!”;

-…, Você fez curso de como ser insuportável? Por que olha, realmente não sei o que te dizer.

SILÊNCIO.

– Só acho que se eu morresse, eu não ia fazer tanta falta assim… Ou se eu fizesse elas não diriam, só lembraria de mim naqueles momentos que fossem convenientes e iriam fazer toda aquela pausa dramática e de como eu era cara bacana e depois fim. Eu não sei muito bem como tocar o corações das pessoas. Por eu ser um terremoto as pessoas tem o hábito de me deixarem, ninguém quer um tremor na vida, elas querem paz ou talvez uma pequena tempestade de vez em  quando, elas não precisam que tudo sai do lugar as coisas caiam se quebrem ou que elas se machuquem, ninguém quer dor, ferida… cicatriz.

– Hm.  Pode parar agora?

– Sei lá o que vida me reserva, nem sei ao certo porque me sinto assim o tempo todo, um terremoto, as vezes me sinto até como uma bomba, as pessoas me deixam com medo que eu exploda ou eu cause pânico demais pra elas saírem correndo. Mas as vezes elas esquecem que sinto falta, que me deixam saudade e do que elas representam pra mim, posso ser uma bomba preste a explodir ou ser uma grande placa tectônica preste a tremer, mas não consigo imaginar eu fazendo falta na vida de ninguém, as vezes prefiro sentir uma solidão incondicional ao invés de deixar grande vazio nelas e que elas podem estar tristes em algum lugar no domingo a tarde. Acho que tudo bem eu estar prestes a explodir e viver me machucando e sentir saudade. Seria pior se eles sentisse isso. É aquela coisa, tentar cuidar de quem se ama sem poder estar perto. Amar… cuidar… estar longe. Tento isso todos os dias, sem ter que machucar ninguém.

– Você machuca meus ouvidos as vezes!

– Menos mal, as vezes poderia te machucar mais e poderia ser pior… Vem, vamos pra casa.

 

As vezes acho que o mundo me engoliu, não saio, não respiro, não existo. Me sinto inapropriado para as condições de vida terrenas. Não me sinto parte da vida, me sinto o grande solitário.

E essa solidão? Por Deus, tá me matando. Algo dentro de mim grita, algo dentro implora por paz, mas me sinto preso, acorrentado e isso vai me destruindo pouco a pouco e me levando a algum lugar que eu não consigo escapar.
Porque o convívio comigo mesmo não é suportável?
Eu sinto que estou morrendo, pouco a pouco, devagar, agoniante, silencioso, estridente, gritante.

Que vontade de sumir, que vontade de não existir, que vontade ser alívio em amores antigos pra que eles possam viver em paz, porque eu não sou paz, eu não consigo ser ponto paz, eu não posso ser abrigo. Porque aqui dentro tudo é caos, aqui dentro é só destruição, é desmoronamento, é solidão, é perca de tempo. E quem precisa disso? Quem precisa de alguém assim? Eu não me preciso assim.

Por que eu não consigo me amar?

Que vontade de fugir, de correr, de não ser mais um mal necessário, de me sentir desamado por mim, de não ser desamado pela vida.

Poxa, como eu estou cansado.

Engraçado seria dizer que a vida está boa, que a alma está limpa e que meu coração está tão palpitante que mal consigo manter a euforia.

Lembro-me bem de quando essa outra metade existia e não era algo vivido pela metade, agora parece que um fragmento que só vive em  mim. Pra ser franco estou bem longe de casa e parece que muitas metades foram criadas, e dão sensação que, sim elas existem, mas do que deveriam existir. Mas apesar de tudo eu estou aqui e antes de tudo isso desmoronar eu quero dizer: Eu nunca tive só metade quando cheguei aqui.

Eu passei essa semana toda me perguntando, aonde é que eu te perdi? Em que discussão boba, em que lugar banal foi que você caiu?

Me fala aonde você está? Que eu vou ai te buscar, que eu volto pra te pegar e se for muito longe eu vou, não tem problema, eu nunca me importei em caminhar.

Mas se você não quiser mais e simplesmente não quer eu saiba em que esquina você se perdeu, em que abraço que você foi chegar (que parece ser  melhor que o meu), me da um sinal, eu paro. Eu breco, eu freio.

Eu apago fotos, eu esqueço as músicas, as idas ao cinema e convenço a mim mesmo que perdi seu numero de telefone só pra não te ligar mais.

Mas me garanta que sozinho é melhor, que a vida vai ser mais bonita, que vai ter mais sorrisos, mais gargalhadas. Me garanta que as músicas que ouvíamos irão continuar sendo belas e que não iremos lembrar de nada e não existirá mais lembranças, mais saudades, mais a dor da ausência.

E eu vou por ai, me perdendo em esquinas, em lugares, em bares, tentando fazer meu mundo girar pra que um dia quem sabe lá, nada mais faça sentido aqui dentro.

Pela manhã é sol, porém se ficar exposto demais queima lhe a pele. 

Durante o meio-dia é ausência, mas se for pra se ausentar demais vira esquecimento pois a mente mata aquilo que está ausente muito tempo, mas coração lembra [ saudade]

A tarde é agonia, desespero, paradoxo de algo que devia ser algo que acalma.

Todo dia antes de encostar a cabeça no meu travesseiro eu me pergunto se você vai me perdoar por estar vivendo assim. Você vai me perdoar?

Eu sei que medos e dúvidas são algo que matam aquilo que é pra ser vivido, mas não sei entrar de cabeça nesse mar, que um dia foi lagoa rasa. De repente precisa-se de mar pra se afogar. [Transbordar a alma?]

A porta fechada pela manhã, estou só. Sinto me só e então parece que a escuridão quarto vem e me abraça e na minha o mente o silêncio me questiona: E agora?

Inseguro. Eu me sinto amado, muito amado, mas me sinto enganado. ENGANADO. E me pergunto: Estou evitando uma dor ou estou me evitando de viver algo bonito?

NÃO SEI.

Você vai me perdoar?

Você vai me perdoar amanhã de manhã?  Vai me perdoar lá pela meio-dia? Vai me perdoar pelas tardes? E por eu encostar a cabeça no meu travesseiro me perguntando: Você vai me perdoar?

Só peço, mesmo que não veja, não me faça acreditar que tudo que estou fazendo agora e que vou fazer amanhã, depois, depois e depois seja uma luta em vão

Cuidado.

 

Das coisas mais bonitas que posso te dizer é: Obrigado!

Eu não sei ao certo como a vida tem que andar, como tem que continuar, mas eu sei que ao seu lado ela é certa. Não preciso de ouro pra fazer minha vida rica, porque o seu sorriso é a maior riqueza que você pode me dar, não preciso de escudo se tenho abraços apertados que possam me proteger, não preciso de grandes holofotes apenas o seu olhar sabe iluminar o caminho que precisamos.

E das coisas mais bonitas que posso te dizer de fato é obrigado, por entrar em minha vida que parecia sem tanta importância e ter feito ela melhor, obrigado por não ter desistindo de mim, por manter sua palavra, ter atitude.

É engraçado como certas palavras fogem ao te ver e só consigo te olhar fixamente. Você é mar aonde posso navegar tranquilo e se houver tempestades sei que haverá um cais pra que eu possa me afirmar, afinal sou marinheiro e preciso sempre navegar, pra te encontrar.

<E3

Eu lembro que eu bebia demais, bebia por você, pela falta do seu amor e também bebia pra não sentir tanta dor assim. 

Ontem eu fui dormir pensando em você, como de costume. Pensei em tanta coisa, que no final o errado sempre foi eu. Se a culpa não foi minha, a partir de agora será. Só que essa noite passada eu não bebi, eu tentei aguentar essa dor, com um sorriso forçado, dando risada desesperadamente de coisas pareciam ser engraçadas. Eu não sei se realmente eram.

Na verdade eu venho suportado essa dor a muito tempo, a dor da sua ausência, a dor de ter que fingir que está tudo bem, de não estar em paz, de ser inútil, de ser agoniado, de ter coisas entaladas que não saem, de ter medo de dizer, de perder você e de alguma forma muita irônica, já perdi. Acho que é tanta dor que nem dói tanto assim ou se dói a bebida anestesia. 

Algumas vezes as palavras ela se escapam, assim como meu pensamento se perde. Na verdade eu estou perdido. Meu pensamentos são afronta a todo tempo e meu coração dói, é como se houvesse algo o que machucasse a todo momento.

Me vê uma vodca!

Agora estou em um bar, bebendo por você, por nós, pela minha dor, pela falta do amor, por sentir minha falta, por eu ter me perdido e por chorar. É a coisa que mais tenho feito esses dias.

Outra vodca por favor…

E eu tento mata tudo de ruim que existe aqui. 

Eu de fato não sei, não sei mas o que pensar e como sentir isso tudo.

Você veio como anjo e trouxesse tudo que precisava, me trouxesse sorrisos em um dia onde o céu se pintava de tristeza, você trouxesse cor as pétalas das belas rosas vermelhas já estavam murchas e secas no meu jardim.

Talvez não seja você, mas seja eu. Eu me perdi um num abismo tão grande que procuro saída em lugares com portas trancadas. Não sei ao certo em que lugar estou, que acordar de bom humor é raro. Isso enegrece meu coração e está começando a enegrecer a minha vida. Nada tem graça, nada tem vida, é tudo a mesma coisa. Pareço estar em campo um campo de batalha aonde há mais soldados mortos do que soldados que querem viver batalhando pra uma causa maior.

É uma guerra todo dia. Mas fui eu que me permitir entrar nessa guerra.

E aonde está você anjo? Acho que assim como tantos outros você se cansou, você partiu ou você realmente achou uma porta aberta e resolver voar porque lá fora o céu é azul, o sol brilha, tem um rio pra nadar e tem pessoas melhores dó quem um “soldado” machucado.

Aqui você não encontrou nada, além de dor e desespero. Não tenho belos rios, não tenho realmente flores bonitas e muito menos uma vontade. 

Eu sei, você vai partir uma hora ou outra. Daqui a pouco talvez, talvez pode ser janeiro ou até mesmo fevereiro. Desculpe por falar da sua partida, não sei lidar com despedidas, ainda mais com despedidas em que alguém conseguiu tocar meu coração. 

Aqui tá sufocado, tá cheio demais, dentro não há espaço. Eu vou explodir, mas que vontade explodir a cabeça, porque o coração já não existe mais. As vezes acho que tenho tanto pra dizer, mas não há palavra pra falar, o que mais tem falado por mim é o silêncio.

Silenciei tanto a voz, o coração, a dor, as magoas, que os prende como amarras de quem não sabe voar.

Voa anjo, voa… Há tantos corações que sabem amar ao invés do meu que quase não bate mais.

Eu me sinto mais sozinho do que nunca.

Obrigado e desculpa.

Eu tenho mar, ele se chama saudade.

Meu barco ta ancorado, digo que esse mar é meu, porque há anos não velejo.

Boa parte das vezes aqui chove, fico olhando a chuva pela janela, entendo que as vezes essa chuva é minha lágrimas.

Lembranças de você navegar pelas minhas águas que faziam a entrelinhas do meu coração, que você mergulhava pra nadar em águas cristalinas com seu sorriso largo e bonito, com seu olhar fixo.

Eu não navego demais, eu não sei aonde quero chegar e se consigo chegar. Quando eu sabia aonde queria chegar você embarcou no primeiro barco da felicidade e foi viver seus sonhos, sem convite: Você vem?

As vezes tenho medo que a maré suba e me afogue em saudade e não te veja mais… nunca mais.

Oi…

Eu queria te dizer, de uma sincera, o quão você é importante. 

Caio F. Abreu disse uma das coisas mais sinceras, que é :

“Na minha memória tão congestionada, e no meu coração tão cheio de marcas e poços,  você ocupa um dos lugares mais bonitos.”

Faço dessas palavras minha para você, eu sei, que agora não mereço tanto; Mas quero deixar claro o que sua ausência faz comigo é estraçalhador e que isso esmaga a alma.

Quero dizer que você é tão importante, que você fez o que sou hoje. Mesmo eu tendo te perdido de uma forma e tendo você de outra, eu tenho mais medo de te perder ainda. Não sei se to pronto pra viver sem você, pois existe tanta coisa aqui, (tanto amor), aqui dentro que só imagino dando-o pra você e apenas seu coração merece e que outros não merecem tanto.

A falta que você faz é grande. Um bom dia, a certeza dua sua companhia, que hoje me esforço ao máximo pra ter apenas cinco minutos de sua atenção, quase desatenta, que você tem.

Você é tão importante. Eu vejo aqui marcas de algo tão bonito, mas ao mesmo tempo tão trágico, causado pela ausência do seu ser no meu dia-a-dia. E ouvir canções de um coração sofrido não me ajuda e que a maioria das coisas remete a você e somente você. 

Estou eu, sofrendo, aflito, tentando “desidealizar” um ser tão idealizado.

Sim você é importante. Promete não esquecer disso? Promete ao menos não esquecer as coisas boas que vivemos e fomos felizes?  Espero que surro ao longe, dentro do meu coração, que seja, ouço um SIM.

Eu poderia pedir pra você voltar, mas não sei se quero tocar a campainha e saber que a casa está vazia. Mas mesmo assim, obrigado. ♥

“Você esqueceu que muito antes de dar errado, deu certo.
E deu certo por muito tempo.
O errado só veio agora e a gente só fala dele”. 

Soulstripper

Ele deitou no sofá, se encolheu, deu um suspiro fundo e lágrimas escorreu pelo seu rosto.

Ele se sentia mal, na verdade ele não entendia essa dor, a única coisa que ele pedia era pra esquecer toda aquela fúria que passava em seu peito onde ele  não amasse mais.

“Eu  não devia te amar o quanto amo, mas sim te odiar na mesma intensidade que te amo.”

Que ruim sentir saudade de você.